Seu guia completo sobre Big Data: O que é, como funciona, porque investir e como ele pode mudar o futuro da sua empresa

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Com o passar do tempo é cada vez mais comum ver empresas de grande, médio e pequeno porte procurando novas ferramentas para trazer uma abordagem mais inteligente e eficiente para seu negócio. Uma das ferramentas que já faz muito sucesso é a utilização da análise de dados, também conhecida como Big Data.

Nesse guia, você vai aprender o que é Big Data, como funciona, sua importância e como ele pode ser aplicado na sua empresa. Tudo isso de maneira simples e intuitiva. Vamos nessa?


Luzes da terra simulando a transmissão de dados

O que é big data?

Apesar do termo Big Data ser uma abordagem moderna ao assunto, a identificação e interpretação de dados para tomada de decisões já vem de muito antes da tecnologia avançada que temos hoje. Por exemplo, as empresas nos anos 60 já utilizavam a interpretação de dados coletados. 

Ter um conceito definitivo do que é big data vai mudar muito de autor para autor que você procure, isso se dá porque o termo “big data” possui inúmeras visões e significados diferentes. Por isso, não temos uma definição 100% exata do que é big data. Todavia, não vamos fugir de te dar uma definição.

Sendo assim, Big Data é um termo que define o processo de busca, identificação, agrupamento, análise e interpretação de um volume enorme de dados (estruturados ou não) que não pode ser feito de maneira “humana”. É com a ajuda do Big Data que muitas empresas tomam decisões importantes para seu futuro; seja na melhor compreensão de seus clientes, mudança de abordagem ou criação de novos projetos. 

Além de ajudar as decisões para os clientes, também ajuda a resolução de questões internas. Como produzir mais? Quais os problemas do seu processo interno que podem ser resolvidos levando em conta os dados que você conseguiu utilizando o big data? Esse é uma arma que pode ajudar sua empresa de inúmeras formas.


Dados em tela de computador

Porque Big Data é importante?

Falamos um pouco acima de algumas das importâncias que o uso de big data pode ter para quem trabalha com isso. Se engana quem acha que os benefícios do big data são apenas para as empresas. Em alguns casos, ele pode te ajudar a descobrir novas experiências.

Por exemplo, de acordo com pesquisa feita pela Streaming Observer, durante o ano de 2018 cada assinante da Netflix ao redor do mundo tinha assistido pelo menos 77 minutos de conteúdo por dia. Então, por ano, são 434 horas de conteúdo e dados que você transmite para a base da Netflix (o equivalente a 18 dias por ano somente usando a plataforma). A Netflix pode usar essa base extensa de dados para analisar coisas simples como que tipo de conteúdo você mais consome e te sugerir séries e filmes parecidos com os seus gostos. Esse tipo de interpretação e uso dos dados também é feito por outras empresas de streaming como o spotify.

A população mundial produz uma quantidade absurda de dados todos os dias. Para conseguir sucesso, seja qual for seu ramo, é preciso criar uma forma inteligente de analisar e interpretar esses dados. Com eles, é possível descobrir novas tendências, identificar novos padrões de consumo; influenciar decisões e traçar estratégias de abordagem que se encaixem com os dados obtidos.

Em suma, as empresas que conseguem inserir a análise de big data; ainda que de forma mais simples, podem criar uma melhor rotina de trabalho interna e planejar novas formas de alcançar melhores resultados para seus clientes.


Pessoa acessando dados do Big data no computador

Como funciona o Big Data?

Imagine a seguinte situação. Você vai na feira e compra cerca de 50 tomates para fazer aquele molho delicioso que dê para cozinhar por alguns dias e ter algumas tomates para guardar na geladeira e usar nos dias seguintes. Ao chegar em casa e colocar os tomates na pia; você vai lavar os mesmos e começar a separar. Essa separação vai seguir três caminhos: Quais os tomates que devem ser usados para fazer o molho, quais devem ir direto para geladeira e aqueles dois ou três que não vão se encaixar em nenhuma das duas. 

O processo de funcionamento do Big Data é semelhante ao exemplo que apresentamos. Os tomates são os dados que nós disponibilizamos todo santo dia das mais variadas formas. Já as empresas ocupam o seu papel. De separar o que vai para cada canto; quais as informações que vão servir de imediato, o que pode ser armazenado para utilização em outro momento e o que será descartado.

A diferença entre o nosso exemplo e o que acontece na vida real é a quantidade gigantesca de dados que chegam. Para que o processo do Big Data ofereça resultados satisfatórios, é preciso criar um processo inteligente para que os dados coletados de fato se tornem em informações úteis. Além do tamanho enorme de dados, eles também chegam de formas diferentes.

As empresas de ponta que trabalham com Big Data investem fortemente em ferramentas e sistemas que ajudem a aperfeiçoar o processo de captação das informações. Inclusive, para as empresas que têm mais condições de investimento, é recomendado o uso de técnicas que envolvam Machine Learning e de Inteligência Artificial.


formas geométricas em expansão

Quais os tipos existentes de Big Data?

Agora que você já sabe como funciona o big data e alguns benefícios dele, agora chegou a hora de você conhecer quais os tipos de data que existem e que sua empresa pode trabalhar com eles. 

Enterprise Data: Esses são os dados que são liberados pelas próprias empresas. Apesar da maioria dos trabalhos das empresas que trabalham com big data estarem concentrados em conseguir a maior quantidade possível de dados para saber como pensar em novas estratégias, é importante lembrar que essas empresas também liberam dados. Muitos deles advém de setores específicos como departamento financeiro ou o departamento de recursos humanos.

As empresas que valorizam seus próprios dados podem se ajudar de diversas formas. Já imaginou saber qual é aquele setor que sempre se complica nas demandas e atrasa todo seu sistema de produção? E a equipe que sempre entrega tudo no dia certo com três horas de antecedência e faz sua vida ser uma maravilha? Esses dados te ajudam a interpretar o que está funcionando, o que não está, o que precisa ser trocado e o que deve ser elogiado na próxima reunião geral. 

Além de saber muito sobre si mesmo, também é possível conhecer um pouco mais sobre fornecedores e concorrentes graças aos dados que eles divulgam. Um passo importante para sua empresa mudar de nível é investir na coleta de seus próprios dados.

Personal Data: Esses são os dados pessoais ou são aqueles dados que tem como base a internet das coisas. Esses dispositivos estão diretamente conectados a internet e eles se comunicam para tornar sua vida mais fácil e prática. Dispositivos como carros, geladeiras inteligentes e tv’s são alguns exemplos. A internet das coisas foi tendência por muito tempo no território brasileiro antes de se configurar de fato como algo real e que apresentasse resultados. Aplicativos como o Waze, por exemplo, se aproveitam muito desse tipo de dados pessoais.

Todavia, pelo menos aqui no Brasil, esses dados só são disponibilizados com autorização das pessoas. Essa autorização deve ser feita logo no início da instalação de um aplicativo, por exemplo. De acordo com o estudioso Neil Patel, as empresas devem seguir esses quatro guias para evitar problemas: Transparência, consentimento, acesso e correção; finalidade específica. Seguindo essas instruções, sua empresa não terá problemas.

Social Data: Partindo do princípio que você já tem acesso e já trabalha com a captação e análise dos dados de sua própria empresa, como falamos acima; os dados das redes sociais são os mais fáceis de serem compilados. Com o passar do tempo, uma das tarefas mais importantes de quem trabalha com monitoramento de redes sociais é a coleta de dados da rede com a qual se trabalha. Essas informações abrem diversas avenidas para você e sua equipe pensarem em novos planos e tarefas. 

Já pensou entender como seu público está pensando acerca de determinado tema? Qual será a nova tendência que vai fazer todo mundo correr pras lojas assim que a crise passar? Essas informações de rede social ajudam as empresas a identificar o comportamento dos seus seguidores, sejam eles clientes ou não. Esse é o tipo de informação que, quando bem trabalhada, pode ajudar sua equipe de conteúdo a pensar novas abordagens para as iscas que são soltadas durante o percurso do funil de vendas. 

Os dados de redes sociais nos permitem estar um passo a frente sem precisarmos viver o futuro para isso.


Visualização de dados do big data no computador

Quais as estruturas do Big Data?

Depois de aprender quais são os tipos de data, você precisa entender quais são as estruturas que os mesmos podem ter. Apesar da explicação e compreensão ser bastante fácil, esse é um ponto que você precisa prestar bastante atenção. Qualquer Big Data pode se encaixar em duas estruturas, eles podem ser os dados não estruturados e os dados estruturados.

Dados Estruturados: Como o nome bem diz, os dados estruturados são aqueles que já possuem uma estrutura pré-definida, ele se encaixa nos contextos desejados pela equipe que organizou o sistema de análise anteriormente. Um exemplo de dados estruturados são os bancos de dados tradicionais. Você diria que o google é um banco de dados estruturados onde você pode pesquisar por artigos ou fotos acerca de um determinado tema que você deseja pesquisar? 

Dentro do contexto empresarial, também temos exemplos perfeitos disso. Você conhece o CRM? Sabia que ele é um banco de dados estruturado? Lá você pode achar inúmeras informações sobre seu cliente de forma simples e rápida. Esse é um ponto importante acerca dos dados estruturados, eles precisam ser trabalhados de maneira que quem os use, o faça de maneira fácil e simples.

Dados não estruturados: Os dados não estruturados apresentam um desafio de análise bem maior do que os estruturados. Por conta deles não estarem organizados, para fazer um bom uso desses dados não estruturados será preciso que alguém possa receber esses dados e os separar de acordo com suas necessidades ou o tipo de dados.

Esses dados podem tomar forma de diversas maneiras. Eles podem ser vídeos, áudios, textos, emails entre outros. Um exemplo dessa intervenção pessoal em dados não estruturados é o trabalho do de quem monitora redes sociais. Por exemplo: Se você toma conta de um perfil no instagram e precisa fazer a coleta de comentários em determinada postagem, podemos interpretar como uma ação de intervenção em dados não estruturados. Os dados são esses comentários e a sua intervenção é o ato de coletar esses comentários e os colocar em uma planilha de positivo e negativo.


Características de dados do big data

O que são os 5 V’s do Big Data?

No começo dos anos 2000, Doug Laney (analista e um dos primeiros estudiosos em Big Data) criou uma lista chamada dos 5 v’s do Big Data. Esses cinco v’s são as características que ele possui. Vamos conhecer elas?

Volume: Esse é uma qualidade que já falamos bastante aqui no guia. Toda organização produz muitos dados e coleta muitos dados. As tecnologias permitem que eles possam ser agrupados e analisados da melhor forma. O volume é a característica mais conhecida de quem estuda Big Data. Esse volume de informações deve sempre passar pelo processo de coleta, processo e armazenamento.

Velocidade: Essa é uma das grandes questões de quem trabalha com dados de internet e a análise dos mesmos. Não tem como esconder, a velocidade de poder agrupar e analisar dados é tão importante quanto o sistema de coleta do mesmo. Isso não é possível para todas as empresas, por isso é importante saber como se adaptar a esses desafios de coleta de material. Captar dados na mesma velocidade que eles acontecem é um desafio e tanto. 

Então, quando falamos de velocidade, não estamos nos referindo a velocidade que os dados são produzidos; e sim na velocidade do processamento desses dados.

Variedade: Esse também foi um tema que já falamos bastante nos tópicos anteriores. Esses dados vêm de diversas fontes e lugares diferentes. E como também dissemos anteriormente, esses dados podem vir das mais variadas formas, podem vir por redes sociais ou chegar por email; eles podem estar estruturados ou não e podem ser coisas que você já conheça ou que precise de certo tratamento antes que você possa agrupar esses dados.

A quantidade de fontes de conteúdo só vão aumentar com o passar do tempo e é tendência que os bancos de dados estejam cada vez mais preparados para captar tanta informação diferente. Quanto mais fontes de dados você tiver, mais trabalho você terá para agrupar todos eles. Todavia, esse aumento de fontes também aumentam as chances de você conseguir alguma informação verdadeiramente útil.

Veracidade: De fato, esse “v” é o mais fácil de todos. Ela gira em torno de uma simples pergunta: Essas informações são verdadeiras ou não? As fontes que você usa para essas informações são fontes seguras? São fontes legais de acesso? Não importa quão boas sejam seus dados, as fontes que vocês usam precisam ser seguras e verdadeiras.

Valor: Nada do que escrevemos até agora será importante se você não entender isso: Suas ações precisam de valor. Toda decisão que você toma precisa oferecer valor para sua empresa. Ninguém se esforça tanto para gastar tempo, energia e dinheiro em algo que não vai te levar para lugar algum. Uma informação de valor que usa dados é aquela informação que encontra a pessoa certa no momento certo. Se você consegue ter e extrair valor em como você usa os dados, você aumenta suas chances de sucesso.


Pessoa analisando dados

Onde o Big Data pode entrar na sua empresa?

Agora que você já sabe de quase tudo sobre Big Data, com certeza ficou curioso pra saber como você pode começar a trabalhar essa maravilha na sua empresa. Para isso, nós vamos te sugerir três usabilidades que o Big Data pode ter no dia a dia de sua organização.

Decisões melhores: Como já repetimos aqui, um dos maiores benefícios de se trabalhar com Big Data é a possibilidade de tomar melhores decisões para o futuro da sua empresa. Seja no que investir ou não, quais são as melhores abordagens para o futuro, qual tipo de produto desenvolver e quais os setores da sua empresa que precisam de uma otimização na produção entre outros. Nesse tempo desafiador que vivemos, todas nossas decisões devem ser baseadas em informações corretas e elas devem ter o mínimo de risco possível.

Personalização do serviço e novos serviços.: Essa não é uma novidade no mercado mas com certeza é algo que deve ser lembrado sempre que possível. Uma das bases para o sucesso de qualquer empresa moderna é saber personalizar seu produto de um modo que possa atender os gostos e, principalmente, necessidades de seus clientes. Com mais informações disponíveis sobre as pessoas que utilizam seu serviço, também é maior a possibilidade de criar novos produtos e/ou serviços que possam atrair mais clientes.

Aumento da produtividade: Se você trabalha num local onde as pessoas não queiram o aumento da produtividade, com certeza tem alguma coisa errada. Se os dados externos que você consegue dos seus clientes te ajuda a entender melhor como você pode incrementar seu sucesso de vendas; com os dados internos da sua empresa você pode saber qual setor está precisando de melhorias. Essas melhorias podem ser de equipamentos, criação de processos mais inteligentes, aumento de pessoal e até mesmo uma nova forma de ver a tarefa em si.

E então, curtiu aprender sobre Big Data no nosso guia especial sobre o assunto? Já usa o Big Data na sua empresa e quer dividir a experiência com a gente? Deixa seu recado nos comentários e até o próximo artigo!

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