Especial Alume: Conheça os vencedores do Oscar 2018! (Parte 1)

 em Criatividade, Entretenimento

O Oscar de 2018 marcou o aniversário de 90 anos da festa mais famosa do cinema mundial. Nós da Alume.Digital produzimos um material especial para você conhecer um pouco mais das 24 categorias e os vencedores delas nessa nonagésima edição!

Oscar de Curta-metragem: The Silent Child


O filme escrito por Rachel Shenton conta a história da garota Libby (interpretada por Maisie Sly); criança de quatro anos e que tem deficiência auditiva (Maisie também possui deficiência auditiva na vida real). Libby é uma criança muito isolada que se comunica com muita dificuldade, isso quando se comunica com alguém. Ela vive com seus pais e seus dois irmãos, enquanto eles vão vivendo suas vidas de forma comum e “sem limitações”; a garota vai se sentindo cada vez mais sozinha e sem interação com as pessoas que mais ama. Quando a família da garota contrata a tutora Joanne (interpretada por Rachel Shenton) para ajudar Libby a se adaptar para entrar na escola; a vida da pequena Libby muda por completo.

“The Silent Child” é uma produção em parceria do Reino Unido com a Irlanda da Norte e foi dirigido por Chris Overton. Também disputavam com “The Silent Child” os filmes “DeKalb Elementary”; “The Eleven O’Clock”, “My Nephew Emmett” e “Watu Wote/All of Us”

Oscar de Documentário em curta-metragem: Heaven is a Traffic Jam on the 405


A produção do americano Frank Stiefel conta a história da artista Mindy Alper; uma talentosa artista plástica que sofre com problemas de ansiedade e depressão desde muito cedo em sua vida. Mindy tem 56 anos e já procurou outras formas de tratamento para seus problemas, incluindo remédios, terapia eletroconvulsiva e a psiquiatria. Mindy encontrou em sua arte uma forma de amenizar seus problemas e se comunicar com o mundo exterior.

O documentário se utiliza de entrevistas e análise de trabalhos, além de acompanhar a rotina da artista em construir uma peça de oito pés e meio do seu psiquiatra. Durante a produção, Alper revelou seus medos com as medicações e compartilhou suas opiniões sobre assuntos que geralmente ela não fala com outras pessoas. Stiefel definiu Mindy Alper como “o mais humano de todos os humanos”. Já a artista confidenciou que Frank Stiefel tem um “dom diabólico” de “fazer as perguntas de uma forma que sua única saída é dizer a verdade”.

“Heaven is a Traffic Jam on the 405” é uma produção americana de 40 minutos. Ela concorreu com os documentários “Heroin(e)”, “Edith+Eddie”, “Knife Skills” e “Traffic Stop”

Oscar de Curta de animação: Dear Basketball


O curta de seis minutos dirigido por Glen Keane e produzido por Gennie Rim é baseado em um poema escrito pelo ex-jogador de basquete Kobe Bryant em novembro de 2015. Bryant usou esse poema para anunciar sua despedida das quadras no final da temporada 2015-2016. O curta mostra alguns dos momentos do atleta durante sua carreira com o Los Angeles Lakers e com a seleção americana de basquete.

O curta americano competiu com as produções “Garden Party”, “Lou”, “Negative Space” e “Revolting Rhymes”.

Oscar de Mixagem de som, Edição de som e Edição: Dunkirk


Vencedor de três estatuetas técnicas; o filme americano dirigido por Christopher Nolan conta a história de como se deu a retirada das tropas belgas, francesas e inglesas que estavam cercadas pelo exército de Adolf Hitler na ilha de Dunquerque no começo dos anos 40. Esse plano de resgate foi chamado de “Operação Dínamo”.

Considerado por muitos como um “complemento” do filme “Darkest Hour” que conta a história de Winston Churchill (e mostra como se desenrolou o lado político da Operação Dínamo); Dunkirk mostra como se deu a retirada das tropas através da visão de três personagens diferentes; o piloto Farrier (interpretado por Tim Hardy) que precisa destruir um avião inimigo; o civil Dawson (interpretado por Mark Rylance) que leva seu barco de passeio para ajudar no resgate e o jovem soldado Tommy (interpretado por Fionn Whitehead); que busca de todas as formas possíveis escapar ileso de toda situação.

A estatueta de melhor Mixagem de Som vai para o filme que melhor trabalha os sons “externos” as cenas. Essa estatueta premia a equipe de pós-produção, que adiciona mais sons ao filme. A equipe de mixagem já recebe as cenas prontas e finalizadas; ficando com a responsabilidade de adicionar sons, melhorar os que já existem na cena e adicionar a trilha sonora. Nessa categoria, Dunkirk venceu as produções “Em Ritmo de Fuga”, “Blade Runner 2049”; “A Forma da Água” e “Star Wars: Os Últimos Jedi”.

Já o prêmio de Edição de Som é entregue a equipe responsável por captar os sons que acontecem dentro do set de gravação. A equipe de edição tem a responsabilidade de fazer com que todos os diálogos dos atores; ruídos de fundo e outros sons que aconteçam dentro do set de filmagens e que sejam relevantes para o filme. Dunkirk concorreu nessa categoria com os filmes  “Em Ritmo de Fuga”, “Blade Runner 2049”; “A Forma da Água” e “Star Wars: Os Últimos Jedi”.

Na categoria de edição; é avaliada a forma com que as cenas são montadas durante o filme (vale lembrar que as cenas de um filme não são gravadas em uma ordem cronológica). Os editores são responsáveis por escolher como as cenas vão ser ordenadas cronologicamente; além de definir quais cenas serão excluídas do filme por não adicionarem algo relevante a narrativa. Lee Smith foi o responsável pela edição de Dunkirk e ganhou sua primeira estatueta na sua terceira indicação; já tinha sido indicado em 2004 com “Mestre dos Mares” e 2009 com “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Também concorreram nessa categoria Jon Gregory por seu trabalho em “Três anúncios de um crime”, Tatiana S. Riegel em “Eu, Tonya”; Jonathan Amos e Paul Machliss em seu trabalho no filme “Em Ritmo de Fuga” e Sidney Wolinsky por sua participação em “A Forma da Água”.

Oscar de Melhor Filme, Direção, Trilha Sonora Original e Direção de Arte: A Forma da Água


O filme dirigido pelo mexicano Guillermo Del Toro conta a história de um amor fora do comum entre a faxineira Eliza (interpretada por Sally Hawkins) e uma criatura anfíbia capturada na floresta amazônica (papel interpretado por Doug Jones). Eliza é uma funcionária que segue sua rotina de trabalho de forma disciplinada e eficiente, por não conseguir falar (devido a uma lesão que sofreu quando era criança); cabe a Zelda (personagem de Olivia Spencer) ser sua voz na rotina do laboratório. Um dia, ambas são pegas de surpresa quando chega uma criatura anfíbia estranha, capturada na floresta amazônica e que seria objeto de estudos. Eliza desperta profunda admiração e amor pelo “monstro”; dando início a uma trama de sentimentos fortes e que desperta diversas reflexões sobre nossas próprias vidas.

Para concorrer na categoria de melhor filme, é preciso que a produção tenha no mínimo 40 minutos de duração; tenha sido exibido em um cinema comercial de Los Angeles até o dia 31/12 do ano anterior a premiação e que fique em cartaz por pelo menos sete dias consecutivos. O prêmio de melhor filme pode ser disputado (pelo menos teoricamente) por qualquer filme do mundo mas a estatueta sempre foi vencida por filmes americanos. Essa é a categoria mais importante do Oscar. A Forma da Água concorreu com “Me Chame pelo Seu Nome”, “O Destino de Uma Nação”, “Dunkirk”, “Corra!”; “Lady Bird: É Hora de Voar”, “Trama Fantasma”, “The Post: A Guerra Secreta” e “Três Anúncios para um Crime”.

O diretor é responsável por coordenar todos os elementos que o filme possui; sejam eles os elementos técnicos, dramáticos ou artísticos. É função do diretor dar uma cara ao filme, levando em consideração as ideias da equipe de roteiro e de fotografia. Além disso, o diretor é responsável por coordenar as atuações dos atores e tem opinião no uso dos efeitos especiais. Del Toro, que vinha de uma fase ruim em sua carreira, com filmes muito criticados pela imprensa especializada e projetos que foram cancelados; se reencontrou em “A Forma da Água” e conquistou sua primeira estatueta. Guillermo disputou essa categoria com Christopher Nolan (diretor de Dunkirk), Greta Gerwig (diretora de lady Bird: É Hora de Voar); Paul Thomas Anderson (diretor de Trama Fantasma) e Jordan Peele (diretor de Corra!).

O prêmio de trilha sonora original vai para o melhor conjunto de músicas instrumentais que foram exclusivamente criadas para o filme. A trilha sonora de A Forma da Água foi composta pelo francês Alexandre Desplat que conseguiu relacionar muito bem os momentos de suavidade e intensidade do filme. Essa foi a nona indicação e a segunda estatueta de Desplat que já havia levado o Oscar em 2015 pelo seu trabalho em “O Grande Hotel Budapeste”. Também concorreram nessa categoria o compositor Hans Zimmer (pelo seu trabalho em Dunkirk), Jonny Greenwood (responsável pela trilha de Trama Fantasma); John Williams (em sua 51° indicação ao Oscar, pelo seu trabalho em Star Wars: Os Últimos Jedi) e Carter Burwell (elaborou a trilha de Três Anúncios para um Crime).

A equipe de direção de arte de um filme tem como função tomar as decisões artísticas da produção. A direção de arte tem a responsabilidade de pensar em como o filme será pensado e concebido no quesito visual. Ou seja, escolher a paleta de cores do filme, selecionar quais objetos farão parte do set de filmagens ou escolher o set de gravação ideal para determinada sequência fazem parte do trabalho dessa equipe.

O comando da direção de arte vencedora ficou a cargo de Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeff Melvin; que conquistaram seu primeiro Oscar em sua primeira indicação. Concorreram com A Forma da Água, “Dunkirk” (equipe de DA comandada por Nathan Crowley e Gary Fettis), “A Bela e a Fera” (equipe de DA comandada por Sarah Greenwood e Katie Spencer); “Blade Runner 2049” (equipe de DA comandada por Alessandra Querzola e Dennis Gassner) e “O Destino de uma Nação” (equipe de DA comandada por Sarah Greenwood e Katie Spencer)

Oscar de Melhor ator e Maquiagem/Cabelo: O Destino de uma Nação


O filme do diretor inglês Joe Wright conta a história de como Winston Churchill chegou ao cargo de primeiro ministro da Inglaterra. Cercado pelo exército de Hitler e sem apoio do congresso; Neville Chamberlain é deposto de seu cargo e passar o posto para o controverso Churchill (interpretado por Gary Oldman). Tudo isso é visto do ponto de vista da nova secretária de Churchill, Elizabeth Layton (personagem interpretada por Lilly James). O filme conta como foram as articulações políticas para que a “Operação Dínamo” fosse posta em ação e consequentemente; os soldados ingleses fossem resgatados em Dunquerque.

Considerado a estrela do filme, a atuação de Gary Oldman só pode ser definida com uma palavra: Perfeição. O inglês de 59 anos interpretou o personagem de Churchill com tamanha intensidade e realidade que foi capaz de cobrir algumas falhas que foram cometidas no roteiro. O ator encarnou o político inglês como se tivesse vivido sua vida inteira ao lado dele; o que trouxe verdadeira tensão para quem assistiu o filme. Oldman venceu seu primeiro Oscar em sua segunda indicação. Concorreram com Oldman os atores Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma), Daniel Kaluuya (Corra!); Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq) e Timothée Chalamet (Me Chame pelo Seu Nome).

O prêmio de Maquiagem é dado pela academia ao filme que mais consegue alterar as características físicas e faciais dos atores usando cosméticos, próteses e outros artifícios. Os penteados dos atores também são analisados. A maquiagem de O Destino de Uma Nação foi comandada por Kazuhiro Tsuji, Lucy Sibbick e David Malinowski. Também concorreram a essa estatueta os filmes “O Extraordinário” (o responsável pela equipe de maquiagem é comandada por Arjen Tuiten); e “Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha” (equipe de maquiagem é orientada por Lou Sheppard e Daniel Phillips).

E aí, curtiu a primeira parte do nosso especial? Deixe seu recado nos comentários e até o próximo post!

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