Especial Alume: Conheça os vencedores do Oscar 2018! (Parte 2)

 em Criatividade, Entretenimento

O Especial Alume sobre o Oscar 2018 continua falando das outras doze categorias e seus respectivos vencedores.

Não leu a primeira parte? Acesse o post aqui.

Figurino: Trama Fantasma


O filme do diretor americano Paul Thomas Anderson conta a história de Reynoods Woodcock (personagem interpretado por Daniel Day-Lewis que anunciou sua aposentadoria dos cinemas após as gravações); um renomado estilista inglês que veste toda alta sociedade mas está cansado da rotina que vive. Após seguir o conselho de sua irmã, Woodcock vai descansar uns dias no interior, é aí que ele conhece Alma (papel interpretado por Vicky Krieps); uma garçonete desajeitada e se apaixona perdidamente por ela. Em uma relação cheia de altos e baixos; Alma e Woodcock tentam achar uma forma de fazer com que a relação possa suportar o estilo super profissional e focado do estilista.

A categoria de melhor figurino é uma das mais autônomas da premiação, por isso é uma das mais complicadas de traçar alguma forma de prognóstico. A comissão julgadora tem uma certa tendência a escolher filmes com figurinos de época, devido a grande quantidade de pesquisa e recriação envolvidos. O responsável pela figuração de “Trama Fantasma” foi Mark Bridges que venceu seu segundo Oscar em três indicações. Também disputaram essa categoria os figurinos de “Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha” (equipe de figurino comandada por Consolata Boye), “O Destino de uma Nação” (equipe de figurino comandada por Jacqueline Durran); “A Bela e a Fera” (equipe também comandada por Jacqueline Durran) e “A Forma da Água” (equipe de figurino comandada por Luis Sequeira).

 

Efeitos Visuais e Fotografia: Blade Runner 2049


Dirigido por Dennis Villeneuve, Blade Runner 2049 é a continuação da produção de 1982, “Blade Runner: O Caçador de Androides”; ambas inspiradas no livro “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?”. Trinta anos após o primeiro filme, a Tyrell Corporations, antiga responsável pela fabricação dos primeiros androides foi comprada por Niander Wallace (personagem interpretado por Jared Leto). Niander tem o plano de desenvolver androides mais completos e mais obedientes aos seres humanos, que possam cumprir as funções que os humanos não desejam mais fazer; como trabalhar nas colônias espaciais e na parte da terra que não foi destruída pela guerra. Um desses é K (interpretado por Ryan Gosling), um novo modelo de androide que trabalha para o departamento de polícia de Los Angeles.

O prêmio de efeitos visuais vai para a equipe que melhor se utiliza do componente tecnológico na construção da narrativa. A equipe vencedora foi composta por  John Nelson (que também venceu uma estatueta na mesma categoria por seu trabalho no filme “Gladiador” de 2001); Gerd Nefzer, Paul Lambert e Richard R. Hoover. Além de Blade Runner 2049, concorreram nessa categoria os filmes “Planeta dos Macacos: A Guerra” (equipe de efeitos visuais composta por Joe Letteri, Daniel Barrett, Dan Lemmon e Joel Whist.), “Star Wars: Os Últimos Jedi” (a equipe responsável pelos efeitos visuais foi composta por Ben Morris, Mike Mulholland, Neal Scanlan e Chris Corbould); “Kong: A Ilha da Caveira” (equipe de efeitos visuais composta por Stephen Rosenbaum, Jeff White, Scott Benza e Mike Meinardus) e “Guardiões da Galáxia – vol. 2” (equipe de efeitos visuais formada por Christopher Townsend, Guy Williams, Jonathan Fawkner e Dan Sudick).

No prêmio de melhor fotografia, é levado em conta a escolha da locação nas quais as filmagens são feitas; a escolha das lentes, negativos e movimentos de câmera que são utilizados durante a gravação. O enquadramento de cada cena e a iluminação também são levadas em conta. Todas essas escolhas passam pelas mãos do diretor de fotografia. O vencedor desse ano foi Roger A. Deakins que levou sua primeira estatueta depois de 14 indicações. Também concorreram ao Oscar de melhor fotografia os filmes “Dunkirk” (que tem como diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema), “Destino de uma Nação” (o diretor de fotografia é Bruno Delbonnel); “A Forma da Água” (o diretor de fotografia do filme é Dan Lausten) e “Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi” (diretora de fotografia é Rachel Morrison).

 

Canção Original e Animação: Viva! – A vida é uma Festa!


A animação de 109 minutos dirigida por Lee Unkrich conta uma bela história de sonhos, legado e o poder da família. Miguel é um menino de 12 anos de idade que vem de uma longa linhagem de sapateiros e tem o grande sonho de se tornar um cantor de sucesso; sonho esse que será proibido de todas as formas por sua família.

Cerca de 100 anos antes, o seu tataravô tinha esse mesmo sonho; desejo esse que o fez abandonar sua esposa e filha. Destinado a seguir seu sonho, Miguel se inscreve em um festival de talentos que acontece no mesmo dia que se comemora o “Dia de Los Muertos”, festa típica mexicana. Fã de Ernesto De La Cruz (jovem cantor que morreu precocemente), Miguel invade a cripta do cantor para pegar seu violão e concorrer no show; essa atitude causa consequências que nos fazem refletir sobre questões importantes como a morte sem perder a leveza que um filme infantil (teoricamente) pede.

A música “Remember Me” (Em português: Lembrem de mim) foi composta por Robert Lopez e Kirsten Anderson-Lopez. Também concorreram nesta categoria as músicas Mighty River (composta por Mary J. Blige, Raphael Saadiq e Taura Stinson, música do filme Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi), Mystery of Love (composta por Sufjan Stevens, música do filme Me Chame pelo Seu Nome); This Is Me (composta por Benj Pasek e Justin Paul, música do filme O Rei do Show) e Stand Up for Something (composta por Lonnie R. Lynn e Diane Warren, música do filme Marshall).

Já na categoria de melhor animação, “Viva – A Vida é Uma Festa!” concorreu com O Poderoso Chefinho, The Breadwinner, O Touro Ferdinando e Com Amor, Van Gogh.

 

Documentário: Ícaro


Dirigido pelo americano Bryan Fogel, Ícaro fala sobre uma das histórias mais fascinantes (e ao mesmo tempo, sujas) da história recente do esporte internacional: Como os atletas russos conseguiam se dopar de forma profissional e burlar os sistemas de investigação. Além de diretor, Fogel é um ciclista amador que resolve encontrar uma forma de se dopar propositalmente, buscando melhorar seu desempenho. Usando uma estratégia parecida com a que pode ser encontrada no filme “Super Size Me: A Dieta do Palhaço” (2004), Fogel tenta provar que é possível se dopar e conseguir fugir dos órgãos de controle. O rumo da narrativa (e bem provavelmente, o motivo pelo qual Ícaro ganhou o Oscar) é completamente alterado quando o profissional que estava com Fogel nessa missão resolve desistir da empreitada (buscando preservar sua imagem junto aos atletas); e ele conhece o russo Grigory Rodchenkov. E daí, o que seria apenas uma prova de que é possível fugir das instituições de controle se transforma em uma das histórias mais perigosas dos últimos anos.

Junto com Ícaro, concorreram a esta categoria os documentários “Abacus: Pequeno o Bastante para Condenar”, “Visages Villages”, “Últimos Homens em Aleppo” e “Strong Island”.

 

Filme estrangeiro: Uma Mulher Fantástica (Chile)


Dirigido por Sebástian Lelio, o filme chileno conta a história de Marina (personagem interpretada por Daniela Vega); garçonete e mulher trans, que vê sua vida ficar de cabeça para baixo após a morte de seu companheiro, Orlando. A partir daí, Marina passa a sofrer ataques constantes da família de seu recém falecido namorado. Ela, que nesse meio tempo tenta se estabelecer como cantora nos bares de Santiago; perde a casa, o carro e até o cachorro que tinha com o companheiro, tudo isso rodeado de inúmeros ataques preconceituosos da família de Orlando; da polícia (que desconfia de uma participação dela na morte de Orlando) e até dos médicos que atenderam o mesmo. Durante todo esse escárnio, Marina sofre tudo isso calada e em busca do sonho que dividia com Orlando, se tornar uma cantora de sucesso.

“Uma Mulher Fantástica” é o primeiro filme da América do Sul a ganhar o Oscar de melhor produção estrangeira desde que o filme argentino “O Segredo dos Seus Olhos” de José Juan Campanella levou a estatueta em 2010. O filme chileno disputou a categoria com as produções “O Insulto” (Líbano), “Loveless: Sem Amor” (Rússia); “Corpo e Alma” (Hungria) e “The Square: A Arte da Discórdia” (Suécia).

 

Roteiro Original: Corra!


Escrito e dirigido por Jordan Peele (Um dos idealizadores do programa de humor americano Key e Peele), “Get Out!” fala sobre os dilemas que Chris Washington (interpretado pelo ator inglês Daniel Kaluuya); terá de passar ao conhecer a família de sua namorada Rose Armitage (Allison Williams). Rose vai apresentar seu namorado à sua família caucasiana, quando Chris pergunta se a família dela sabe que ele é negro; Rose desconversa e diz que seus familiares “votariam em Obama pela terceira vez se pudessem”. Chris é bem recebido pela família de Rose mas com o passar do tempo as colocações racistas e situações embaraçosas começam a aparecer; revelando partes sombrias da família de Rose que Chris nunca pensou em descobrir.

O roteiro funciona como o guia oficial do filme, onde está descrita todas as ações e falas dos atores nas cenas. Um roteiro é considerado original quando ele não está baseado em qualquer outra obra anterior, quando é escrita apenas para ser produzida nas telonas. Depois de 90 anos, Jordan Peele foi o primeiro roteirista negro a vencer o prêmio de melhor roteiro original. Peele concorreu com Martin McDonagh (roteirista do filme Três Anúncios para um Crime), Greta Gerwig (roteirista do filme Lady Bird – A Hora de Voar); Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani (roteiristas do filme Doentes de Amor) e a dupla Guillermo del Toro e Vanessa Taylor (roteiristas do filme A Forma da Água).

 

Roteiro Adaptado: Me Chame pelo Seu Nome


Dirigido por Luca Guadagnino e inspirado no livro de mesmo nome escrito pelo egípcio André Aciman; o filme conta a história de como se desenvolve o amadurecimento e a love story entre Elio (personagem interpretado por Timothée Chalamet) e Oliver (interpretado por Armie Hammer). Elio é um adolescente de muitas riquezas que aproveita suas férias na Itália durante o verão de 1983. As férias iam de forma tranquila e pacata até a chegada de Oliver, um pesquisador que terá aulas com o pai de Elio, o Sr. Pelerman (interpretado por Michael Sthulberg). Durante esse período de aulas, Elio e Oliver vão se aproximando e se descobrindo cada dia mais.

Um roteiro adaptado se caracteriza como uma produção inspirada ou baseada em uma obra já existente. Leva a estatueta para casa o filme que consegue melhor “reproduzir” a história nas telonas, sem necessariamente fazer uma cópia dela. O responsável pelo roteiro adaptado de “Me Chame pelo Seu Nome” foi James Ivory que conquistou seu primeiro Oscar. Concorreram com ele nessa categoria o roteirista Aaron Sorkin (pelo seu trabalho no filme A Grande Jogada); Scott Neustadter e Michael H. Weber (pelo trabalho no filme Artista do Desastre), Dee Rees e Virgil Williams (pelo trabalho em Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi); e o trio Scott Frank, James Mangold e Michael Green (pelo trabalho em Logan).

 

Melhor Atriz Coadjuvante: Alisson Janney em  Eu, Tonya


Dirigido pelo australiano Craig Gillespie, o filme é inspirado na história da ex-patinadora Tonya Harding (interpretada no filme pela atriz Robbie Margot). Tonya foi atleta olímpica mas ficou conhecida por machucar propositalmente a sua companheira de rink, Nancy Kerrigan; incidente esse que provocou o precoce fim de sua carreira. Antes de tal acidente, ela foi campeã nacional de patinação no gelo; representou a seleção americana em duas olimpíadas e foi a primeira mulher americana a realizar o salto triplo axel. O filme mostra a vida e a carreira de uma personagem que dividiu sentimentos do imaginário esportivo americano.

Vencedora de prêmios importantes como o Globo de Ouro, SAG Awards e Critics Choice, Janney completou sua saga de super premiações com a conquista de sua primeira estatueta. Alisson interpreta a mãe de Tonya, LaVona Golden; personagem que nutre tamanha frieza e desprezo em relação à filha que foi impossível não notar seu desempenho no filme. Janney concorreu nessa categoria com as atrizes Mary J. Blige (Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi), Octavia Spencer (A Forma da Água), Lesley Manville (Trama Fantasma) e Laurie Metcalf (Lady Bird – A Hora de Voar).

 

Melhor Ator Coadjuvante (Sam Rockwell) e Melhor Atriz (Frances McDormand): Três Anúncios Para um Crime


Dirigido e roterizado por Martin McDonagh, o filme conta a história de uma mãe cansada de esperar pela polícia e que decide fazer justiça “com suas próprias mãos”. Mildred Hayes (interpretada  por Frances McDormand) é mãe de uma filha que foi brutalmente estuprada e assassinada. Percebendo que o assassino de sua filha nunca foi apanhado e que a polícia começava a deixar o caso de lado; Hayes decide alugar três outdoors em uma estrada pouco movimentada de Ebbing (local onde se passa a trama) onde ela pede justiça por sua filhha e mais velocidade nas investigações do caso; além de dirigir todas suas críticas ao xerife da cidade, Bill Willoughby (interpretado por Woody Harrelson).

Interpretando o papel de Jason Dixon, um personagem racista, violento e viciado em álcool, Sam Rockwell conquistou sua primeira estatueta dourada em sua primeira indicação. Considerado desde o início como grande favorito da categoria, Rockwell também levou o Globo de Ouro, SAG Awards e o Critics Choice. Disputaram com Rockwell nessa categoria os atores Woody Harrelson (que também atuou em Três Anúncios Para um Crime), Richard Jenkins (A Forma da Água); Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo) e Willem Dafoe (Projeto Flórida).

Considerada como uma das atrizes mais talentosas de sua geração, Frances McDormand ganhou o segundo Oscar em sua segunda indicação (já havia vencido em 1997 por sua atuação em Fargo). Dona de um talento e de personalidade única, McDormand é dona de uma habilidade dramática fora de série, capaz de surpreender o telespectador a cada cena. Considerado por muitos como a melhor atuação de sua carreira, McDarmond dá vida a um personagem intenso e briguento, capaz de exalar empatia igualmente forte durante o decorrer do filme. Concorreram com Frances nessa categoria as atrizes Saoirse Ronan (Lady Bird – A Hora de Voar), Sally Hawkins (A Forma da Água); Robbie Margot (Eu, Tonya) e  Meryl Streep (The Post – A Guerra Screta).

E aí, curtiu nosso review do Oscar 2018? Deixa o seu recado nos comentários e até o próximo post!

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